quinta-feira, 30 de junho de 2011

DE PONTA CABEÇA’

Neste mundo de transformação e algumas inversões eu observo.

Percebo que a distância não fragiliza as relações, talvez porque os meios atuais de comunicação nos permitem a aproximação virtual e contatos mais constantes. Contudo, não suprem carências!

Percebo que muitos jovens com menos de 30 estão se comportando como verdadeiros adultos, talvez porque muitos adultos com mais de 60 se comportem como verdadeiras crianças. Contudo, não se complementam!

Percebo que os avós de hoje relutam em aprender a grande diferença entre participar e interferir, talvez porque os pais de outrora não souberam se preparar para a longevidade dos tempos modernos. Contudo, não preenchem a ociosidade!

Percebo que permanecem as perseguições àqueles que apresentam na vida distintos talentos, talvez porque não aprenderam o lindo gesto em admirar alheias conquistas e a humildade para aprender com aqueles em condição de ensinar. Contudo, não superam a baixo autoestima!

Percebo que a constante e tão bem conhecida falta de tempo promove os estágios de extremo cansaço físico e estresse depressivo, talvez porque o materialismo tão perseguido não substituiu as necessidades das trocas emocionais mais banais. Contudo, não se compra um filho!

E percebo, também, que os amigos passaram a ser considerados integrantes da família, talvez porque este seja o verdadeiro significado de uma irmandade. Aqui sim se compreende, também, o amor!

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